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Bolsonaro recebe presidente da Guiné-Bissau com pompa inédita em seu governo

O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no Palácio do Planalto Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta terça-feira no Palácio do Planalto o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, com pompa inédita em seu governo. O encontro ganhou o status de visita de Estado, o mais alto oferecido pelo Itamaraty, o que não ocorreu em visitas de outros mandatários.

Chamado pelo presidente brasileiro de “Bolsonaro da África”, Embaló viajou a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Após uma reunião, os dois fizeram uma declaração conjunta à imprensa e prometeram aprofundar a colaboração entre os países. Bolsonaro também disse que pretende visitar a Guiné-Bissau assim que possível.

A Guiné-Bissau é uma das nações mais pobres do planeta, ex-colônia de Portugal e um dos nove integrantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O atual presidente é militar, político e graduado em Relações Internacionais. Foi eleito em dezembro de 2019 e, desde então, o país passa por uma grave crise política. A oposição afirma que a democracia está ameaçada, com violações de direitos e ataques aos meios de comunicação.

— Temos laços muito antigos de amizade e cooperação entre nossos países. Conversamos rapidamente sobre algumas questões, como agricultura, saúde e defesa. E disse-lhe que estamos prontos para servi-lo — discursou Bolsonaro.

Embaló ressaltou o fato de que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência de Guiné-Bissau e disse que desde então o país segue dando apoio, incluindo durante “crises cíclicas” recentes:

— Temos passado por crises cíclicas na Guiné, e o Brasil nunca virou as costas para o povo irmão da Guiné-Bissau. E isso é uma grande satisfação para mim para mim e o povo irmã da Guiné-Bissau — disse, acrescentando depois: — Brasil tem tudo o que a Guiné-Bissau mais precisa nesse momento, por exemplo, para modernizar a agricultura, área de saúde etc.

Atualmente, a corrente de comércio (soma das exportações com as compras externas) entre os dois países é pequena: R$ 1,5 bilhão por ano.

De acordo com o Itamaraty, “a visita de Estado é o evento protocolar mais solene e formal em uma relação entre dois países”. Entre os diferenciais desse tipo de visita estão uma salva de 21 tiros e um desfile da cavalaria, realizados em frente ao Planalto.

As visitas de autoridades estrangeiras também podem ser classificadas como oficiais, de trabalho ou privadas. Em março de 2019, por exemplo, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, foi recebido em uma visita oficial, que tem um “grau de solenidade ligeiramente menor do que a visita de Estado”, segundo o Itamaraty. Em janeiro do mesmo ano, Mauricio Macri, então presidente argentino, havia sido recebido em um visita de trabalho.

Fonte: extra.globo.com

Postado: Pelo repórter Michel Dantas do site caririverdade.com

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