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PT convida Ciro para campanha de Haddad

Terceiro colocado na corrida presidencial, com 12%, Ciro Gomes (PDT) é alvo de investida do PT, que propôs dividir comando da campanha de Fernando Haddad no segundo turno.

Para tentar atrair o apoio de Ciro Gomes (PDT), que terminou as eleições em terceiro lugar, com 12% dos votos, o PT propôs ao ex-governador do Ceará integrar o comando da campanha de Fernando Haddad.

O petista enfrenta no segundo turno o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que obteve 46% dos votos válidos no último domingo ante 29% de Haddad e larga com vantagem na etapa final da disputa.

O convite a Ciro foi feito às vésperas de reunião do PDT que deve anunciar a posição do partido no segundo turno presidencial.

O POVO apurou que o senador eleito pela Bahia e novo articulador político da candidatura de Haddad, Jaques Wagner, ligou pessoalmente para o pedetista na última na segunda-feira para tratar de apoio na briga pelo Planalto.

A cúpula do PDT se encontra hoje em Brasília, com a participação de Ciro e de outros dirigentes. Presidente da legenda, Carlos Lupi já declarou que a sigla brizolista deve firmar um “apoio crítico” ao PT.

Ontem, Haddad fez novo aceno a Ciro ao garantir que poderia adotar pontos do programa do ex-candidato, como o que facilita o financiamento de dívidas, batizado popularmente de “SPCiro”.

Em coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais nessa terça, o petista voltou a afirmar que as diretrizes dos planos de governo de Ciro e do PT “são as mesmas” e que não há grandes divergências entre os dois projetos de País.

“Nós defendemos a soberania popular, nacional, e eles também. Não há muita dificuldade em dar um passo adiante”, disse Haddad.

O presidenciável então acrescentou: “Aproveito aqui para mandar um abraço ao Ciro, um democrata que se comprometeu em lutar contra o fascismo”.

As declarações foram dadas logo depois de encontro fechado entre o ex-prefeito de São Paulo e o grupo de governadores do Nordeste reeleitos no primeiro turno.

Participaram da reunião de estratégia os correligionários Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí) e Rui Costa (Bahia), do PT, e o comunista Flávio Dino (PCdoB), chefe do Executivo do Maranhão.

Defensor de mais flexibilidade na campanha de Haddad a fim de acomodar o maior número de aliados, Camilo afirmou que irá conversar com Ciro sobre eventual apoio ainda nesta semana.

“Pelo que conheço do Ciro, um homem que sabe o momento difícil que o Brasil está vivendo, acredito que ele irá se posicionar”, respondeu.

Eleito com 79% dos votos, o maior percentual do Brasil, o governador cearense assinalou ainda que o Brasil precisa de diálogo.

“No Ceará, demos um exemplo disso: convidar todos os segmentos para discutir. Tive voto de pessoas que jamais votariam no PT, mas votaram em mim.”

Camilo destacou também a necessidade de que Haddad faça uma autocrítica em relação aos erros do partido nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e de Dilma Rousseff, apeada do poder em 2016.

“O governo da presidenta Dilma teve muitos erros na área econômica”, avaliou. “É preciso superar. Coloquei lá atrás que o PT precisa se reinventar e buscar suas origens nas bases sociais, das quais se distanciou a partir do momento em que foi para o poder.”

Fonte: O POVO

Postado: Pelo repórter Michel Dantas do site caririverdade.com

 

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