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Fortaleza está sem exemplares da Caderneta de Saúde da Criança

O documento contém orientações sobre amamentação, alimentação, crescimento, desenvolvimento, prevenção de violências e acidentes. Serve ainda para acompanhar vacinação até os 9 anos

A cartilha acompanha o calendário de vacinação infantil até 9 anos. O documento é solicitado também durante a matrícula escolarFoto: Helene Santos

A caderneta que deveria ser entregue por um profissional de Saúde na alta hospitalar do bebê, registrando as primeiras vacinas, está em falta há meses. Segundo o Ministério da Saúde (MS), organizador e distribuidor da caderneta, um processo de licitação está aberto e novos exemplares devem ser encaminhados a todo o país até o fim do ano.
O órgão federal se baseia no número de crianças nascidas no ano anterior para quantificar a necessidade do posterior. Na última leva, impressa em julho de 2017, foram mais de 3,27 milhões de unidades encaminhadas a maternidades públicas e privadas.

De acordo com a coordenadora de Imunização de Fortaleza, Vanessa Soldatelli, a ausência do documento não prejudica famílias do município: “As unidades que chegaram em junho do ano passado já acabaram, mas temos prontuários eletrônicos que registram o atendimento de cada criança. Depois, basta atualizar junto à caderneta”, avalia.
A presidente da Sociedade Cearense de Pediatria (Socep), Ana Maria Cavalcante, revela que nos últimos quatro anos esse mesmo problema tem sido recorrente. “Os municípios sempre fazem a pressão, volta ao normal, mas depois acontece de novo. A caderneta é um passaporte do desenvolvimento da criança”.

Dayanna Fonseca, mãe da recém-nascida Sophia, peregrinou sem sucesso por três postos em busca da caderneta, após dar à luz na Capital. Ouviu falar que o documento podia ser conseguido através da internet, e de fato achou: uma cópia custa cerca de R$23 no Mercado Livre. O MS reforça que a prática é ilegal.

A reportagem contatou três maternidades e um posto de cada Regional. Os hospitais Dr. César Cals e Nossa Senhora da Conceição não dispõem do documento, bem como os postos Irmã Hercilia Aragão (Regional II), Dr. Luís Costa (Regional IV), e Alarico Leite (Regional VI). Somente o Posto do Siqueira (Regional V) e a e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand têm a cartilha disponível para os bebês.

Fonte: Diário do Nordeste

Postado: Pelo repórter Michel Dantas do site caririverdade.com

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