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Com bandeira vermelha, conta de luz sofre aumento de preço no DF

Aneel acionou a tarifa para a cor no patamar 2, com custo de mais de R$ 6 para cada 100 kWh consumidos. Confira dicas de como economizar em casa Segundo Aneel, maio foi o primeiro mês da estação seca nas bacias hidrográficas – (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Mês novo, tarifas novas. Junho começa com ajuste de preço na conta de luz para os brasilienses. Na última sexta-feira (28/5), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária para este mês será vermelha, patamar 2, com custo de R$ 6,243 para cada 100kWh consumidos.

Segundo a agência, maio foi o primeiro mês da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), levando ao registro de “condições hidrológicas desfavoráveis.” Junho, portanto, começa com os principais reservatórios do SIN em níveis mais baixos para essa época do ano, o que indica menos geração hidrelétrica e mais produção termelétrica.

De acordo com a Aneel, essa conjuntura pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD), levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da bandeira vermelha. O PLD e o GSF são as duas variáveis que guiam a agência na determinação da cor a ser acionada.

Apagão

Também na sexta-feira (28/5), foi emitido um comunicado de emergência hídrica. A falta de chuvas e de investimentos em energia pode levar cinco estados brasileiros a risco iminente de apagão. O alerta vem sendo feito por especialistas desde abril.

Na última semana, porém, o perigo de a população ficar sem energia elétrica ficou mais evidente. O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu, na sexta (28/5), um comunicado de emergência hídrica a órgãos de meteorologia federais e ao Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), deixando claro que a situação é crítica em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná — e essa condição vai se estender de julho a setembro de 2021. Esse é o primeiro alerta do tipo em 111 anos.

Tarifas

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, dando transparência e possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,343 para cada 100kWh consumidos;

Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 4,169 para cada 100kWh consumidos;

Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 6,243 para cada 100kWh consumidos.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Postado: Pelo repórter Michel Dantas do site caririverdade.com

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