sábado , dezembro 15 2018
Home / Notícias / Nacional / Após 20h de cirurgia, gêmeas siamesas cearenses unidas pela cabeça são separadas

Após 20h de cirurgia, gêmeas siamesas cearenses unidas pela cabeça são separadas

Médicos do Hospital das Clínicas (HC) concluíram na madrugada deste domingo (28) a quinta e última fase da cirurgia de separação das gêmeas siamesas unidas pela cabeça Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 2 anos, em Ribeirão Preto (SP).

Em nota, o HC informou que o procedimento durou aproximadamente 20 horas e transcorreu conforme o planejamento. Segundo o hospital, as pacientes respondem bem e estão na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

O pai das meninas, Diego Farias, usou o perfil em uma rede social para comemorar a separação das filhas. “É com muita alegria que recebemos a notícia que nossas pequenas Maria Ysadora e Maria Ysabelle estão separadas”, postou. Ele também divulgou uma foto em que aparece ao lado da mulher e da equipe médica.

Uma coletiva de imprensa foi marcada para a manhã desta segunda-feira (29), quando o médicos darão detalhes sobre o procedimento.

As crianças ainda permanecerão por tempo indeterminado no hospital. “Esse tempo de recuperação é imprevisível, porque são muito raros os casos, não dá pra ter uma base muito firme, e também vai ser a primeira vez que um organismo vai funcionar de maneira separada”, explicou o médico neurocirurgião Eduardo Jucá, que acompanha as irmãs desde o nascimento.

Cinco fases

Comandado pelo professor chefe do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica, Hélio Machado, o procedimento foi dividido em cinco etapas para que pudesse ser concretizado. A primeira operação ocorreu em 17 de fevereiro e durou cerca de sete horas. A segunda cirurgia, em 19 de maio, teve duração de oito horas.

A terceira cirurgia ocorreu em 3 de agosto e se estendeu por oito horas. A quarta cirurgia aconteceu em 24 de agosto, quando os médicos implantaram expansores subcutâneos para dar elasticidade à pele e garantir que, na separação total de corpos, neste sábado, houvesse tecido suficiente para cobrir os dois crânios.

A família, que é de Patacas, distrito de Aquiraz (CE), está morando temporariamente no campus da USP. A oncologista pediatra Maristella Francisco dos Reis já afirmou que as gêmeas têm desenvolvimento normal, como qualquer criança da idade delas, estão aprendendo a falar, brincam juntas e até ensaiam os primeiros passos.

 

Fonte: G1 CE

Postado: Pelo repórter Michel Dantas do site caririverdade.com

Deixe uma resposta