Rússia: explosão no metrô de São Petersburgo deixa mortos

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Foto: Anton Vaganov/Reuters Feridos são levados por equipe de resgate a uma ambulância ao lado de uma estação de metrô de São Petersburgo.

Ao menos nove pessoas morreram e várias ficaram feridas nesta segunda-feira (3) em uma explosão no metrô de São Petersburgo (noroeste da Rússia), informaram as autoridades, que não descartam a hipótese de um ataque terrorista. Inicialmente, foi divulgado que dez pessoas haviam morrido, mas o Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia revisou o número de mortos para nove mortos e 20 feridos.  Mais tarde, a ministra da Saúde, Veronika Skvortsova, falou em 10 mortos e 47 feridos.

Segundo o comitê, outro explosivo foi encontrado em uma estação diferente do metrô, mas foi desativado.

O presidente Vladimir Putin, que se encontrava em São Petesburgo para participar em um encontro com jornalistas russos pouco antes de se reunir com seu colega bielorruso Alexandre Lukashenko, foi informado da situação, segundo o porta-voz do Kremlin, citado pela agência TASS.

Ele apresentou suas condolências às famílias das vítimas após uma breve aparição na TV.  “Infelizmente, começamos nosso encontro com este trágico acontecimento. As causas ainda são desconhecidas e é cedo para falar de causas, mas a investigação vai determinar”, declarou Putin. “Claro que sempre estudamos todas as possibilidades: acidental, criminal e, principalmente, um ato de caráter terrorista”, acrescentou.

“A explosão aconteceu em um dos vagões”, informou, por sua vez, um membro das forças de segurança à agência Ria Novosti. Todas as estações de metrô da cidade foram fechadas.BBzh6af

As primeiras imagens difundidas pelas redes sociais e televisões russas mostram um vagão do metrô destruído, muita fumaça e vários passageiros tentando socorrer as vítimas em meio às ferragens.

O porta-voz do Comitê Antiterrorista Russo, Andrei Przhezdomsky, declarou que a explosão ocorreu às 14H40 local (08H40 de Brasília), em um vagão do metrô que circulava no trecho entre duas estações do centro da cidade, a do Instituto Tecnológico e a de Sennaya.

As equipes de emergência e de investigação foram enviadas imediatamente ao local.

A cidade também fechou o tráfego no Prospekt de Moscou, uma longa avenida em São Petersburgo, permitindo apenas a circulação de ambulâncias que se dirigiram à toda velocidade para o local da explosão.

“Minha mãe estava no metrô, mas não sei como ela está, não consigo contatá-la”, explicou Natalia, que esperava angustiada do lado de fora da estação do Instituto Tecnológico.

A Rússia tem sido alvo de ataques de militantes separatistas islâmicos chechenos nos últimos anos. O Estado Islâmico, que recrutou entre as fileiras dos rebeldes chechenos, também ameaçou realizar ataques em solo russo em retaliação à intervenção militar russa na Síria. A Força Aérea e forças especiais russas estão apoiando a reação do presidente sírio, Bashar al-Assad, contra grupos rebeldes e combatentes do Estado Islâmico que atualmente estão sendo expulsos de seus bastiões na Síria.

A Rússia está especialmente atenta a rebeldes chechenos voltando da Síria e a quaisquer tentativas de retomar os ataques que assombraram o país vários anos atrás. Pelo menos 38 pessoas foram mortas em 2010 quando duas suicidas detonaram bombas em trens de metrô lotados em Moscou. Mais de 330 pessoas, metade delas crianças, foram mortas em 2004 quando a polícia invadiu uma escola do sul do país onde militantes islâmicos fizeram reféns. Em 2002, 120 reféns morreram quando a polícia invadiu um teatro de Moscou para encerrar outro sequestro. À época primeiro-ministro, Putin lançou uma campanha em 1999 para acabar com um governo separatista na Chechênia, região muçulmana do sul, e como presidente manteve a linha dura na supressão da rebelião.

Com agências internacionais

Posado: pelo Site caririverdade.com

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