EUA ampliam alcance de deportações a imigrantes

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A prioridade continuará sendo a captura daqueles em situação irregular e com antecedentes criminais O secretário de Segurança, John Kelly, determinou que mesmo imigrantes sem qualquer registro de infração às leis poderão ser deportados (Foto: AFP).

Washington. O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos publicou ontem duas circulares internas que reforçam a captura e a deportação de imigrantes ilegais, deixando poucas exceções à medida, como havia prometido o presidente Donald Trump.

Em dois memorandos internos, datados de segunda-feira (20) e divulgados ontem no site oficial do Departamento, o secretário de Segurança, John Kelly, determinou que mesmo imigrantes sem antecedentes criminais poderão ser deportados.

Segundo os dois documentos, a prioridade continuará sendo a captura e a deportação de imigrantes em situação irregular e com antecedentes criminais, como ocorria desde o governo anterior de Barack Obama.

No entanto, o documento acrescentou que, “com extremamente poucas exceções limitadas, o DHS não eximirá nenhuma classe ou categoria para a remoção de estrangeiros da potencial aplicação da lei”. “Todos aqueles em violação das leis de imigração podem ser submetidos a procedimentos de aplicação da norma, inclusive a remoção dos Estados Unidos”, destaca o documento.

Kelly também determinou a contratação de 5.000 novos empregados para a guarda fronteiriça (CBP) e de 10.000 empregados para a agência de controle migratório (ICE).

Por enquanto, o governo Trump não parece disposto a modificar o programa “Ação Diferida para os Chegados na Infância” (DACA, na sigla em inglês), que protege da deportação jovens imigrantes em situação irregular, trazidos ao País pelos pais quando eram crianças e ao qual também prometeu por fim.

Em 23 de janeiro passado, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, tinha dito que a prioridade do governo eram imigrantes com antecedentes criminais.

Trump classificou ontem de “horríveis e dolorosas” as crescentes ameaças contra a comunidade judaica nos Estados Unidos, em declarações feitas durante uma visita ao Museu Nacional Afro-americano.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou também ontem que o País está pronto para melhorar suas relações com a Rússia, mas que não vai deixar de apoiar a Otan e a União Europeia. “Uma maior cooperação não pode acontecer à custa da segurança dos nossos amigos e aliados europeus”, disse.

Acordos

Sean Spicer falou ontem ainda sobre o Brasil. Ele disse que o governo vai rever todos os acordos de comércio pelo mundo para garantir que eles continuem beneficiando os EUA. “Em muitos casos, podemos atualizar esses acordos. Não se trata de nenhum país em particular. Queremos manter o melhor acordo possível”, disse Spicer.

Postado pelo Site caririverdade.com

Diário do nordeste

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